sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PROJETO BRINCADEIRAS ANTIGAS


ESCOLA MUNICIPAL FIORAVANTE SLAVIERO
PROFESSORAS: JULIANA SOLTES E VANDA TAQUES ALMEIDA

JUSTIFICATIVA:

Atualmente as crianças só pensam em brincar de jogos eletrônicos, videogames e computadores. Antigamente as brincadeiras eram bem mais divertidas e além de tudo muito saudáveis e criativas. Brincar de Bolinhas de Gude, Carrinhos de rolimãs, pega-pega, passa- anel, roda pião, soltar pipa, pular corda eram brincadeiras de antigamente. Mas hoje quase não se vê mais as crianças fazendo essas brincadeiras. A tecnologia e também a violência restringiram as brincadeiras e fazendo que as crianças fiquem horas e horas em frente da televisão. Jogos eletrônicos estão sendo o meio mais utilizado pelas crianças e jovens. Ficam ocupados em passar fases e vencer obstáculos, disputar corridas alucinantes. Tudo isto sem a criança sair do lugar, ficando assim a cada dia mais no sedentarismo. Pensando nisso, pensamos em resgatar essas brincadeiras utilizando um importante aliado: o computador. Vamos mostrar as crianças que a internet nos mostra várias brincadeiras das quais alguns nem fazem ideia da existência.


OBJETIVOS:
    Reconhecer semelhanças e diferenças da criança de hoje e de outros tempos;
    Identificar o cotidiano de uma criança nos tempos atuais;
    Resgatar valores, socializar brincadeiras que eram realizadas no passado;
    Pesquisar com as crianças, quais brincadeiras que mais gostam;
    Confeccionar um brinquedo utilizando material reciclável;
    Resgatar jogos, canções, danças de rodas e brincadeiras de antigamente;
DESENVOLVIMENTO:
     Primeiramente levaremos os alunos ao Laboratório de Informática. Lá conversaremos sobre os jogos que costumam brincar no computador pediremos para que comparem com os que seus pais brincavam antigamente.
Pediremos que os alunos pesquisem no google brincadeiras antigas. Depois disso levaremos os mesmo até a quadra da escola para que brinquem como viram na internet;
Vamos propor uma entrevistas com os pais e avós. Cada aluno perguntará quais brincadeiras os pais ou avós mais gostavam e na próxima aula vão mostrar aos amigos e ensiná-los;
Pesquisar no google imagens os brinquedos antigos e utilizar materiais recicláveis para tentar confeccionar um. Depois mostrar para a turma;


RESULTADOS:
Espera-se que após o Projeto as crianças aprendam a gostar das brincadeiras e brinquedos antigos e percebam que é muito mais divertido brincar de verdade ao em vez de passar o recreio correndo e gritando ou as tardes longe da escola estagnados em frente a televisão ou computador.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Curso: Laboratório de Informática: Prefeitura Municipal de Ponta Grossa

No dia 21 de setembro de 2011 iniciamos o Curso para capacitação da utilização do Laboratório de informática das escolas da Rede Municipal de Educação de Ponta Grossa.
Nossa primeira proposta foi criar um blog e como eu já tinha um, utilizei o mesmo.
Agora, criamos e iniciamos a aplicação de um projeto de inclusão digital para as crianças de nossas escolas.
O tema que escolhemos foi o resgate de brinquedos e brincadeiras antigas e a discussão sobre as brincadeiras atuais.
Nas próximas postagens escreveremos nossos projetos e relataremos as experências realizadas com as crianças!
Abraços

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Agressividade nas Crianças

O que fazer se o meu filho bate nos amiguinhos?
O que podemos observar, sem sombra de dúvida, na fase da pré-escola (de 2 a 4 anos aproximadamente) é que toda criança tem dificuldades para dominar suas emoções. Quando é contrariada, ainda não tem maturidade emocional para se controlar e acaba explodindo: as crianças mais sentidas choram, outras mais agressivas partem para a ação batem, agridem ou mordem. É normal esse descontrole.
Freud, em sua teoria da personalidade, já dizia que, ao nascer , o homem tem apenas a primeira estrutura, o Id, que representa os instintos. Nos primeiros anos de vida precisamos ser atendidos imediatamente em nossas necessidades; se o bebê tem fome ele se põe a chorar; se está com frio, molhado ou com sono, não demora a demonstrar seu desconforto. Ele não sabe esperar, definitivamente não consegue esperar.
Pouco a pouco vai se formando a segunda estrutura, o Ego. Uma de suas funções mais importantes é desenvolver no indivíduo a capacidade de suportar as frustrações, os desejos não atendidos ou adiados. Quanto maior for a tolerância à frustração, mais o indivíduo cresce, mais ele se fortalece.

Experiência social e agressão
Os estudos e pesquisas em Psicologia t êm se aprofundado nos fatores sociais e interpessoais que afetam a tendência da criança a se comportar agressivamente. As formas e graus da agressão dependem de muitos fatores, tais como:
•Intensidade de seu sentimento de raiva.
•O grau de frustração ambiental a que foi submetida.
•Os reforços que recebe pelo seu comportamento agressivo.
•A sua observação e imitação de modelos agressivos.
•O nível de ansiedade e culpa associado à expressão da agressão.
Há evidências suficientes de que a agressão é uma reação predominante, senão inevitável, à frustração. Em escolas maternais, a freqüência de conflitos entre as crianças aumenta quando a área para atividades lúdicas é limitada e, conseqüentemente, as crianças experimentam mais interferências e frustrações.
As crianças diferem muito quanto as suas apreciações de quão frustrante é uma determinada "interferência"; por exemplo: uma criança extremamente dependente poderá ficar muito frustrada e agressiva por causa de uma breve ausência da mãe, o que pode representar para uma outra criança, mais independente, uma privação suportável. No entanto, a criança mais independente poderá se sentir muito mais frustrada e passar a agredir o amigo pelo fato desse amigo ter assumido a liderança de uma brincadeira no recreio.
Permissividade diante da agressão
As crianças pequenas enfrentam muitas situações que parecem ser frustrantes do ponto de vista de um adulto, que pode se enganar e tirar conclusões precipitadas. Exemplo: muitas vezes já deparamos com o fato de nossos filhos se machucarem, e qual não foi nossa surpresa ao ver os pequenos se levantarem e continuarem a brincadeira sem choros. Já experimentamos como pais a grande decepção diante do fato de vermos nossos próprios filhos na porta da escola se despedirem sem as manifestações de choro já imaginadas por nós.
Os efeitos da permissividade perante a agressão (permitir à criança a expressão aberta e livre da agressão) são comparáveis aos efeitos de uma recompensa direta. Assim sendo, é muito comum encontrar pais que, por receio de que seus filhos se tornem crianças muito passivas, estimulam e reforçam positivamente os atos agressivos: "Muito bem, meu filho, isso mesmo, bate nele e mostra que você é macho", ou "Sempre que alguém lhe bater, você tem que bater nele, certo, meu filho?"

Como agir quando a agressão acontece?
Durante o período pré-escolar os pais controlam muitas das experiências de frustração e gratificação da criança determinando se ela será premiada ou castigada por comportamentos agressivos e servindo como modelo para imitação; essa é uma situação muito delicada, pois sabemos que um pai que emprega punição física para inibir comportamentos agressivos dos filhos também está servindo como modelo agressivo, demonstrando à criança o poder e a utilidade potencial da agressão.
Mesmo sabendo que nosso filho pequeno ainda não consegue dominar suas emoções, não devemos deixar que ele nos bata, chute ou agrida os outros. De modo nenhum.
Eles podem ter suas emoções ainda não dominadas, mas são muito capazes de entender os limites que lhes são colocados. A ação segura e firme porém carinhosa dos pais ajuda a criança a estruturar seu ego de forma mais rápida. Entretanto, por ignorar esse fato, muitos pais, ao verem seus filhos chorar e espernear por não tolerar alguma contrariedade, entre orgulhosos e assustados dizem: "Esse nosso filho tem muita personalidade". A cada vez que situações como essas acontecem, a criança aprende que funciona gritar, espernear e chutar para conseguir o que quer, e acaba repetindo esse comportamento. É por isso que vemos hoje em dia filhos batendo, beliscando, empurrando e puxando os pais quando não são atendidos imediatamente ou se contrariados em alguma coisa. São crianças que permanecem imaturas , instintivas e imediatistas. Compreender que a criança está com raiva é uma coisa, permitir que ela nos agrida ou agrida os outros é algo muito diferente.
Dicas e sugestões que podem ajudar
•Se a criança insistir em nos machucar, deveremos segurar a sua maõzinha e dizermos bem sérios: "Isso não é bonito, você não pode me bater".
•Às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona; por exemplo, devemos dizer que estamos tristes porque nosso filhinho agiu mal e que por isso não vamos mais brincar hoje ou descer para o playground. Ele irá compreendendo que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.
•Muitas vezes pudemos constatar que ignorar a agressão e recompensar os comportamentos cooperativos e pacíficos através de atenção e elogios poderá ser de grande eficácia.
•Dizer para a criança que nós entendemos que ela está sentindo raiva e que nós sabemos o porquê poderá ajudá-la muito no sentido de que sentir raiva não é um sentimento negativo , feio ou ruim, mas que deve ser controlado e não escondido.
•Finalmente, seria muito importante assegurar-se de que a criança não entenda a necessidade de frustrá-la, como falta de amor por ela. São duas coisas completamente diferentes.


Queridos pais, não se preocupem demais: vocês só estarão fazendo bem ao seu filho. Ele precisa de limites e um dia seguramente lhes agradecerá por isso.

http://www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?Texto=48

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eles de férias, você no trabalho (Revista CRESCER)

Julho é aquele mês complicado: nem sempre dá para tirar alguns dias de folga para curtir as férias do seu filho. E o que fazer para que ele não passe o dia inteiro dentro de casa enquanto você trabalha (sem estourar seu orçamento)? Aqui vão algumas dicas.
* Avó + curso de férias: A mãe de uma leitora aqui da CRESCER trabalha fora por meio período, mas vai ficar com a neta durante todo o mês. A solução foi escolher um curso de férias na cidade dela pela manhã, que é mais barato do que em São Paulo.

* Vaquinha para recreadores: Alguns pais do condomínio de uma amiga da nossa redatora-chefe contratam recreadores para ficar com a criançada no próprio prédio e estão dividindo os custos.

* Rodízio de pais: Combine cm amigos de colocar as crianças no mesmo curso de férias e faça um revezamento de quem leva e busca das atividades diárias. Vale também pedir desconto se o grupo for grande.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A-do-ro os textos da Denise Fraga... Ela é ótima!

Beijos, ótimo fim de semana...

Profº Ju

Chupeta com gosto de infância

Denise Fraga


Costumo dizer que tenho a melhor profissão do mundo. Meu ofício me permite ir a lugares impossíveis, viajar no tempo, ter comportamentos estapafúrdios, ser mal educada, matar e não ser presa, morrer e levantar alguns segundos depois. Com meu ofício, tenho a graça de poder fazer coisas inimagináveis de serem feitas na minha idade. Há um tempo atrás, precisei fazer um bebê, vejam só. Coisa engraçada me imaginar careca, sem dente e cheia de dobrinhas engatinhando num tapete. E assim, desse tamanhão. A cena estava um tanto desconcertante, afinal não é tão fácil assim entrar na pele de um bebezinho. Até que me foi oferecida uma chupeta. Achei esquisito, mas na hora em que coloquei a chupeta na boca, foi muito mais fácil virar um bebê. Acho que, assim como andamos de bicicleta para sempre, uma chupeta na boca nos acalma como no tempo em que, com ela, caíamos nos braços de Morfeu. Aquela mera chupetinha me fez voltar para algum lugar extremamente confortável. Vale experimentar. Vá agora mesmo à farmácia mais próxima, se seus pequenos já cresceram. Se não, pegue uma emprestada, tranque-se no quarto, encolha-se na cama e veja que gostosura. Agora, se você é uma mãe que resistiu bravamente e nunca deu chupeta para seu pequeno chorão, apesar de morrer de medo dele apelar pro próprio dedo, mesmo ouvindo "a chupeta a gente tira, o dedo não" da sua sogra, não vai saber muito bem do que estou falando.

Eu dei chupeta. Como toda mãe moderna, informada e metida a psicopedagoga, tentei não dar. Mas dei. E até hoje lembro da doce sensação do meu pequeno se aconchegando no meu colo depois de abocanhá-la para dormir.

Hoje, eles têm 10 e 8 anos e o pavor que eu tive de estar errando na hora em que resolvemos dar a chupeta àquele bebezinho se contorcendo de cólicas não significa mais nada. Naquele dia, me senti fracassada por apelar para aquele absurdo artifício, quase uma covardia, oferecia-lhe um vício, entortaria seus dentinhos, seria difícil tirar. Tudo bobagem. As velhas chupetas de Nino e Pedro jazem agora esquecidas no fundo do armário na caixa de pertences do Papai Noel. Entregaram juntos ao bom velhinho. Uma considerável desvantagem para o pequeno Pedro, um ano e meio mais novo. No dia seguinte à noite de Natal, ele acordou às sete da manhã e pediu a "peta" para continuar a soneca. "A gente deu ontem pro Papai Noel, lembra Pedro?" Duas horas depois, desesperada de sono e com os ouvidos exaustos, entreguei os pontos e resolvemos procurar alguma chupetinha que, quem sabe, a mamãe poderia ter "esquecido" no fundo de alguma gaveta. Deleitou-se por mais um tempo o pequeno Pedro. E eu ainda nem tinha provado a delícia. Se tivesse, talvez deixasse mais.
Hoje, nenhum deles usa chupeta. Nem eu. É bom que se explique. Apesar da minha experiência, sei que não fica bem. Se bem que, às vezes, na sala de espera do aeroporto, observo o vai-e-vem de executivos estressados, um celular na orelha, outro na mão, laptop no colo e penso que se grande parte da humanidado ao menos dormisse de chupeta, a vida talvez lhes corresse mais leve. As farmácias venderiam menos soníferos e os ortodontistas enriqueceriam ainda mais. Doce delícia.

TRAVESSURAS DE MÃE : Suspiros e muita bola no pé. Melhor do que gostar de futebol é quando a diversão acontece em família

Por Denise Fraga - atriz

 
Quando fiquei grávida, um dos primeiros presentes que recebemos para o pequeno Nino foi uma bola. Mal ele aprendeu a andar, quase sem querer já lhe ensinamos a chutar, e uma das primeiras palavras que qualquer menino brasileiro fala é "gol". O Luiz costuma dizer que um homem gostar de futebol já é meio caminho andado, tem sempre como começar uma conversa.
Futebol dá inclusão social, ele diz. Lembrando das idas ao Maracanã com meu irmão, das intermináveis conversas de domingo e das fotos do Zico na parede do quarto, isso faz total sentido. Sempre gostei de futebol. Não exatamente dos passes, jogadas e lances, mas de todo o ritual que envolve a partida. Sou uma rara mulher que sabe acusar um impedimento, mas, invariavelmente, estou olhando para o outro lado na hora do gol. Acho uma delícia ir ao estádio, torcer por um time e saber cantar gritos de guerra, portanto torci muito para que meus filhos se familiarizassem com a redonda. Com 5 e 6 anos, pediram para ir para a primeira escolinha de futebol. Ficávamos do lado do campo torcendo por aquelas perninhas moles. Nino roía as unhas, olhando pro lado. Deixava a bola passar e, de vez em quando, suspeitávamos que ele corria pro lado contrário da jogada pra não receber um passe. Na nossa casa não era obrigatória a escolinha de futebol, mas talvez fosse mesmo uma grande credencial para o recreio da escola. Nunca deixaram de ir. Hoje vivem com a bola no pé e só pedem de presente chuteira, bola e camisa.
Mas não basta um menino gostar de futebol. É bom que a família torça unida pelo mesmo time, para felizes idas ao estádio. Me tornei palmeirense por amor ao meu marido e profunda admiração pelo senhor Luiz Felipe Scolari. Sou flamenguista de nascença e achei pouco grave virar casaca quando se muda de estado. Mas fiquei realmente preocupada quando o pequeno Nino, com 5 anos, me pedia pra ser corintiano, em troca de ir tomar banho ou escovar os dentes. Um dia, o Luiz entrou no quarto preocupado. "Falei pra ele que ia pensar, mas acho que eu vou dar a tal camisa do Corinthians que ele tá pedindo." Fiquei desesperada de pensar que não iríamos mais juntos ao estádio. "Não!!! Ele tá querendo virar corintiano por causa do Rogerinho. Diz pra ele que a gente é palmeirense e não consegue dar a camisa do Corinthians nem pro nosso filho querido." Graças a Deus, hoje, meus dois filhos torcem pelo verdão. Graças a Deus e à segunda divisão.
Depois de, durante algum tempo, mostrarmos, com a TV sem som, vários gols do Goiás, que também com camisa verde marcava, lá em casa, gols pelo Palmeiras, foram nos jogos da segunda divisão que eles viram o número necessário de vitórias para carimbar de vez o Palestra no peito. Santa segunda divisão, que para meninos de 4 anos pouco significava e não os impediu de gritar várias vezes "gol" por um time que não estava indo nada bem na primeira.O Palmeiras ainda não se recuperou. Este ano escapamos por pouco de uma nova e consciente descida. Mas meus pequenos já entendem um pouco mais a respeito de perseverança e fidelidade e vivem com suas camisas verdes.
Mas o que eu mais gosto mesmo é de saber uma coisa que eles ainda nem desconfiam. Que, gostando de futebol, um homem se deixa ser um pouco menino a vida inteira.